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    Quando a arte imita a vida: review da série Unreal!

    11 de agosto de 2015

    Inhai, queridas e queridos leitores! O post de hoje vai ter review!!! Siiiim, eu assisti a primeira temporada de Unreal que acabou essa semana e vou contar pra vocês o que eu achei. Siiim, eu postei que era série nova porque é, ela estreiou em junho na gringa, mas só ganhou legenda aqui no Brasil semana passada, ainda sim é um seriado novo, certo? Pra quem pegou o bonde andando e não faz a menor ideia do que eu estou falando, a série mostra os bastidores de um programa de TV sobre namoro, Rachel Goldberg (Shiri Appleby) é a assistente de palco responsável por manipular as ações e reações dos participantes, para dar à atração a vitalidade e o drama que a produção deseja.

    http://www.youtube.com/watch?v=h8ppxSkBT8o

    Enfim, não sei se vocês sabem, mas na época de faculdade, eu trabalhei como estagiária de produção de TV! Eu era estagiária da FremantleMedia, produtora gringa que tem os direitos do programa Ídolos, e na época em que eu trabalhei, os direitos no Brasil já eram da TV Record. E depois que me formei, trabalhei para algumas produtoras de TV e produzi alguns comerciais.

    idolos

    Sei como é a correria do meio televisivo e infelizmente ou felizmente Unreal retrata como é de fato a produção de um programa, aliás, qualquer tipo de série, programa ou filme. Óbvio que em programas que lidem com o non script (quando não tem um roteiro), como é o caso de um reality show, é fato que alguma coisa vai ser manipulada, seja na hora com alguma intriga ou na edição. Todo mundo sabe que isso existe, Big Brother prova isso na hora em que tem aqueles joguinhos. Unreal é uma crítica aos programas como The Bachelor e The Bachelorette que exploram o desejo de pessoas encontrarem fama, sucesso ou até mesmo o amor a qualquer custo.

    unreal

    O elenco do seriado é surreal porque só tem ator e atriz foda, desculpem o termo, mas não existe palavra melhor para definir a escalação desse casting, o roteiro está repleto de drama, de suspense, de lágrimas, de risadas, o script está tão bom que você consegue sentir a agonia da Rachel vivida pela Shiri Appleby, consegue sentir pena pela Anna vivida por Johanna Braddy, raiva e dó da Constance Zimmer que interpreta  Quinn King. E isso é bom, isso significa que o seriado cumpriu com o papel dele, passou a mensagem central e fez você se relacionar com cada personagem de alguma forma!

    E essa relação entre a equipe de amor e ódio, pegação, brigas, picuinhas e fofocas realmente existe, não é privilégio só desse seriado não. O diretor ou a diretora sempre vai ser mais enjoadinha e a mais manipuladora (salvo algumas exceções),  vai ter aquele freelancer que sempre trabalha com a mesma equipe, sempre vai ter um (a) sonso (a). Eu já vi gente se pegando e que deu tão certo que casou, já vi estagiário surtar o cabeção de tanto trabalho, já vi assistente de produção se achar mais que o produtor (a) executivo (a) (que na maioria das vezes é quem paga pelo produto, pela série, pelo comercial, pelo programa), já vi diretor com a maior paciência do mundo pra explicar todo o sistema de produção para estagiários, já vi ator se irritar com maquiador. Enfim, você não vai ver nenhuma mentira nessa série, talvez um pouco mais dramática porque afinal de contas, DRAMA vende e isso é explicado para o telespectador o tempo todo.

    Acho que nunca fiz uma review tão grande e tão completa, mas talvez o motivo seja porque eu consigo me relacionar intimamente com a série por causa das minhas experiências profissionais. Mas quem aqui assistiu Unreal e teve uma opinião diferente da minha? Deixa aqui nos comentários que eu vou adorar ter outra perspectiva!

    Um beijo dessa que vos escreve,

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