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Conhecendo o Museu de Arte Contemporânea – M.A.C em Niterói!

7 de agosto de 2018

Inhai, gente linda, tudo bem? Eu fui há um tempinho no M.A.C, o Museu de Arte Contemporânea em Niterói no estado do Rio de Janeiro, dá pra ver no vlog que fiz que já tem um tempinho porque estava um tremendo sol, hahahaha… Bem, eu fui pra conhecer o tão falado museu com cara de disco voador assinado nada mais, nada menos que Oscar Niemeyer, um dos melhores arquitetos do Brasil.

O M.A.C foi criado no dia 02 de dezembro de 1996 com o objetivo de compartilhar a obras pertencentes à arte contemporânea brasileira da década de 1950 até hoje. O museu possui um acervo de 1 217 obras da Coleção João Sattamini, sendo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil. A arquitetura é lindíssima e fica num lugar bastante privilegiado, a beira da orla de Niterói.

O ingresso do M.A.C pode ser comprado no próprio museu por R$10,00 a inteira e R$5,00 a meia. O legal é que as quartas feiras a entrada é franca, aos sábados tem visita guiada, aos domingos tem contação de histórias, no segundo sábado de cada mês tem um show infantil, além do cineclube gratuito. Pra quem é niteroienses e visitantes de bicicleta também rola aquela entrada gratuita.

Nesse vlog do M.A.C eu fui nas duas exposições que teve por lá, a primeira era a Exposição Água Parada da artista Vivian Caccuri que cria interrelações entre fenômenos sonoros, performatividade, o espaço público e a criação de sistemas. A proposta é utilizar máquinas de fumaça, luzes utilizadas originalmente para atrair mosquitos e redes de mosquiteiros.

Já a segunda exposição do M.A.C era de Ayrson Heráclito apresentando o Senhor dos Caminhos em seu primeiro trabalho individual pesquisando elementos sagrados das religiões africanas.

A partir dessa semana, há novas exposições no M.A.C:

♥ A vida renasce, sempre da artista Sonia Gomes que apresentará 40 trabalhos realizado nos últimos 20 anos.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói convida para abertura de “A vida renasce, sempre”, primeira individual em um museu da artista brasileira Sonia Gomes. . A mostra, que ocupará o Salão Principal do museu, vai apresentar ao público cerca de 40 trabalhos, realizados nos últimos 20 anos por Sonia Gomes. Desenhos sobre papel, tecido e madeira, intervenções em livros, objetos domésticos e de trabalho, assim como exemplos das diferentes séries de trabalho que a artista desenvolveu ao longo da sua carreira, como os panos, torções e pendentes estarão entre as obras selecionadas para a exposição no MAC Niterói. Suas esculturas são construídas a partir de tecidos e outros objetos encontrados, torcidos, amarrados e manipulados até se transformarem em tramas espaciais complexas. Tem como procedimento a desconstrução das técnicas de manufatura de tecidos, eliminando qualquer finalidade de uso desses materiais. Entre o popular e o erudito, o mundo da artista mineira liga o espectador a uma poderosa tradição brasileira, que transforma materiais instáveis e difíceis em arte permanente e contemporânea na trama extremamente inventiva de suas colagens e construções. Uma grande oportunidade de o público conhecer o trabalho desta grande artista, que através do tecido e de sua obra, também escreve, estrutura, dá forma e reivindica as vozes e presenças das minorias silenciadas, em especial àquela das mulheres negras no Brasil.

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♥ Brinquedo de furar moletom do artista Jaime Lauriano que usa ferro das balas usadas pela Polícia Militar do Rio de Janeiro para fazer suas miniaturas.

Museu de Arte Contemporânea de Niterói convida para a abertura de “Brinquedo de furar moletom”, de Jaime Lauriano, onde o artista utiliza ferro das balas usadas pela polícia militar do Rio de Janeiro para fazer as suas miniaturas. . A mostra pensa – assim como as exposições anteriores desenvolvidas na varanda do MAC Niterói – no lugar preciso que o museu ocupa: sua vista privilegiada para a Baía de Guanabara. Tendo em mente suas pesquisas sobre mapas coloniais e sobre a história da violência no Brasil, o artista Jaime Lauriano propõe, por meio de tijolos portugueses, uma espécie de barricada/torre de observação da paisagem. Acima desse longo muro que ocupa três galerias do espaço, miniaturas de transportes relacionados ao militarismo, à defesa e à violência. Três caravelas, um tanque de guerra, um avião de guerra e 27 miniaturas de carros da polícia militar pousam sobre os tijolos como se estivesse a defender o espaço interno do museu. O título da exposição foi retirado da música ‘Vida loka parte 1’, do célebre grupo paulistano de rap Racionais MCs. Do álbum ‘Nada como um dia após o outro dia’, de 2002, se trata de um verso que joga justamente com um dos elementos essenciais da proposta de Lauriano: os limites entre violência e infância, entre miniaturas de brinquedos e munição militar. Onde começa um e termina o outro? E, mais do que isso, como essa frase e as imagens criadas pelo artista, através de sua abertura de significados, serão lidas pelo público?

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Pra chegar lá no Museu de Arte Contemporânea,  é só atravessar a poça, haha, se você vier da cidade do Rio de Janeiro, basta pegar uma barca. O endereço do M.A.C é Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói.

Um beijo dessa que vos escreve,

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