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Resenha Estrelas além do Tempo – quando grandes mulheres se tornam pauta de um filme dominado por homens

6 de março de 2017

Inhai gente linda, tudo bem? Bem, decidi fazer a Semana da Mulher, uma semana especial em homenagem a todas as mulheres lindas desse mundo, em especial para minha mãe e avó e claro, para as leitoras lindas desse blog, haha… Calma meninos, os assuntos podem  e devem ser lidos por vocês também. E o primeiro post dessa singela homenagem é com a resenha de Estrelas Além do Tempo indicado há 3 categorias do Oscar.

Estrelas além do Tempo – Em plena Guerra Fria (1961), Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.sinopse)

Resenha: Já comecei a gostar porque foi baseado em fatos reais. Eu gostei muito como a narrativa foi construída e logo nas primeiras cenas, quando a Katherine ainda criança sofre preconceito por ser negra, mesmo sendo um gênio. Já dá pra perceber que ao longo do filme o que mais vai rolar é preconceito e não só racial. Numa época em que só homens e brancos eram chamados para empregos e cargos importantes como trabalhar na Nasa, três MULHERES NEGRAS desafiam a ignorância da sociedade, estudam e conseguem trabalhos numa das agências mais respeitadas dos Estados Unidos. Todas, sem exceção tem que lidar com a pressão de ser mulher, negra, mãe e esposa. O roteiro é leve e mesmo com todas críticas contra o preconceito, os diálogos foram leves, simples (nem tão simples na hora das contas… Sou de H-U-M-A-N-A-S, haha) e sempre com um toque de humor. O figurino, maquiagem e cabelo estão perfeitos e super condiziam com os anos 60, a fotografia estava boa e a atuação das três atrizes estão lacradoras. E sabe o melhor de tudo? Ao invés de se mostrarem como vítima do preconceito racial e de gênero, as três personagens se levantam a cada derrota e lutam para não só resolver o problema, mas também galgar posições melhores em seu emprego. A trilha sonora está espetacular. A única coisa me deixou um pouquinho frustrada foi o personagem de Jim Parsons, o Paul Stafford, gente, na boa, ele simplesmente interpretou uma versão mais grumpy do Sheldon de The Big Bang Theory. E não me entendam errado, eu amo o Sheldon e amo TBBT, mas o ator não mostrou muito ao que veio nesse personagem.

Só pra dá um pequeno resumo das protagonistas da vida real:

  •  Katherine Johnson:

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O site oficial da NASA define Katherine como “a garota que amava contar”. Entrou para a NACA (Comitê Nacional de Consultoria para Aeronáutica), agora conhecida como NASA em 1953, foi responsável por calcular a trajetória da expedição de Alan Shepard em 1961. Já em 1969, a cientista também ajudou a planejar a trajetória da missão Apollo 11. Mas seu reconhecimento só chegou em 2015 quando ela recebeu a Presidential Medal of Freedom (maior condecoração que um civil pode receber nos EUA) das mãos de Barack Obama. Ano passado, ganhou um centro de pesquisa da NASA em seu nome e hoje com 98 anos deu close certo na premiação do Oscar.

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  • Dorothy Vaughan:

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Começou a trabalhar na NACA em 1943 e em 1949 tornou-se coordenadora de uma equipe feminina de computers (quem fazia cálculos antes dos computadores). Dorothy trabalhou na implementação do Fortran (sistema de linguagem de programação criado nos anos 1950). Morreu em 2008 com 98 anos.

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  • Mary Jackson:

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Entrou para a NACA em 1941 e logo começou a exercer a função de engenheira, mesmo sem a titulação. Em 1952 se formou como engenheira depois de 5 anos assumiu cargos de liderança e batalhou por igualdade de direitos dentro da NASA. Faleceu em 2005 com 83 anos de idade.

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Bem, eu super gostei do filme, super indico e é uma pena que não tenha ganhado pelo menos 1 Oscar… Mas o que vale é que o longa mostrou ao mundo a história de mulheres fortes que trabalhavam atrás da cortina e o nome em inglês já diz tudo, Hidden Figures significa literalmente figuras escondidas. Muito feliz de poder ter visto Estrelas além do Tempo e ter conhecido um pouquinho sobre três cientistas que mudaram o mundo. Já assistiu? Gostou?

Um beijo dessa que vos escreve,

Assinatura Natalia Wilde

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